quarta-feira, 26 de agosto de 2009

The End

Eis que o circo se levanta e segue seu rumo... Me entristece a alegria em lhes avisar sobre o novo paradeiro de meu, agora nosso, palco. Meus atos no picadeiro agora serão em rítmica dupla com Mário Lourenço em nossa Instável Letargia . Àqueles que ficam uma bexiga colorida, àqueles que vão um algodão-podre.

Com a delicadeza de uma lágrima,

O Pierrot.

Epitáfio para um banqueiro

Negócio
...ego
......ócio
........cio
...........0

José Paulo Paes
Que ele um dia possa perdoar a ofensa de Mário Lourenço...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Insurreição


Libido vicioso,
que nos assusta e intimida.
Que desejo curioso.

Nenhum homem nessa vida
é por completo imune
à curta saia colorida.

Vontade que o torna infame,
confuso e sem nexo.
Pro diabo, que se dane,
desinibamos o sexo!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Poeminha para Ane


Uma vez conhecida
impossível não querer te ter
menina de vida corrida.

Triste o não poder
te alcançar
e teus lábios tocar,
para me aquecer.

Então havemos de esperar
com toda precaução
para não mais nos afastar.

E agora com educação
lhe peço muito esperançoso,
prometa que não
irá largar de mão
esse poeminha engenhoso.

Qualquer ferida


O tempo cura qualquer ferida,
disse a menina
pouco vivida.

Com meia três quartos.
Um quarto de obrigação
e três de olhares devassos.

Bebendo escondida,
para ficar alegre,
alegria dos meninos.
Quer ficar desinibida,
e toma uma,
e toma mais outra,
e termina desiludida.

E rebelde ela grita,
em plenos pulmões,
que é introvertida.

Poema sobre a relva


Para ela que se foi
um momento
que se deixou para depois.

Todo nosso acalento
naquela noite simpática
em carinho sonolento.

Uma menina carismática
me vendeu um sonho
que nunca coloquei em prática.

E então quando me ponho
sobre relva macia, lembro
que de pouco tempo disponho.